Rev. José Maurício Passos Nepomuceno
Entre as grandes obras da Redenção,
encontraremos uma contínua
ê n f a s e b í b l i c a s o b r e a
“santificação”. A Escritura aponta
para a santificação como a mais
proeminente demonstração de
nosso interesse em Deus e na
comunhão que Ele nos oferece na
cruz de Cristo Jesus.
A santificação consiste, basicamente,
de duas partes: a mortificação
do velho homem e a vivificação
do novo homem. Na primeira parte,
Deus, por meio da morte expiatória
de Cristo, nos oferece a liberdade
das algemas do pecado. Já na
segunda, por meio da ressurreição
de Jesus, Deus nos vivifica a alma,
antes morta em delitos e pecados,
fazendo-a viva para O buscar
e amar.
Podemos resumir a santificação
como sendo o processo de mudança
de todos os interesses e prioridades
da nossa alma, que nos faz
desapegar deste mundo e de todas
as suas paixões e entregar-nos a
Deus como instrumentos de justiça:
“(...) considerai-vos mortos para
o pecado, mas vivos para Deus,
em Cristo Jesus. Não reine, portanto,
o pecado em vosso corpo
mortal, de maneira que obedeçais
às suas paixões; (...) mas
oferecei-vos a Deus como ressurretos
dentre os mortos, e os
vossos membros, a Deus, como
instrumentos de justiça” (Rm
6.11 a 13).
Portanto, a ressurreição de Cristo é
o início de toda a santificação do
povo de Deus, e vai se completando
no dia-a-dia do crente que procura
viver segundo a sua nova
vida. A esse estilo de vida ressurreto,
chamamos de vida em santificação.
A santificação é gradual e deve ser
considerada uma prioridade para
todos os que amam a Deus e creem
que Jesus é o seu Salvador:
“Finalmente, irmãos, nós vos
rogamos e exortamos no Senhor
Jesus que, (...) quanto à maneira
por que deveis viver e agradar a
Deus, (...) continueis progredindo
cada vez mais; ... Pois esta é
a vontade de Deus: a vossa santificação”
(1Ts 4 1 a 3).
Mas o que dizer de um crente que
não tem interesse na sua santificação?
Bem, pouco se pode dizer
sobre alguém assim, mas resumindo:
“segui (...) a santificação,
sem a qual ninguém verá a
Deus” (Hb.12.14).
Particularmente, não creio que
exista um crente que não tenha
nenhum grau de santificação em
sua vida, alguém assim deve urgentemente
considerar a veracidade
de sua confissão cristã. Um
grande desinteresse pela própria
santificação só pode ser considerado
um grande desinteresse por
Deus: “...quem rejeita estas coisas,
não rejeita o homem e sim a
Deus” (1Ts 4.8).
segunda-feira, 10 de maio de 2010
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